terça-feira, 6 de março de 2012

Trigonometria: Elementos gerais sobre Trigonometria










Trigonometria: Elementos gerais sobre Trigonometria


O papel da trigonometria
A palavra Trigonometria é formada por três radicais gregos: tri (três), gonos (ângulos) e metron (medir). Daí vem seu significado mais amplo: Medida dos Triângulos, assim através do estudo da Trigonometria podemos calcular as medidas dos elementos do triângulo (lados e ângulos).
Com o uso de triângulos semelhantes podemos calcular distâncias inacessíveis, como a altura de uma torre, a altura de uma pirâmide, distância entre duas ilhas, o raio da terra, largura de um rio, entre outras.
A Trigonometria é um instrumento potente de cálculo, que além de seu uso na Matemática, também é usado no estudo de fenômenos físicos, Eletricidade, Mecânica, Música, Topografia, Engenharia entre outros.


Ponto móvel sobre uma curva
Consideremos uma curva no plano cartesiano. Se um ponto P está localizado sobre esta curva, simplesmente dizemos P pertence à curva e que P é um ponto fixo na mesma. Se assumirmos que este ponto possa ser deslocado sobre a curva, este ponto receberá o nome de ponto móvel.
Um ponto móvel localizado sobre uma circunferência, partindo de um ponto A pode percorrer esta circunferência em dois sentidos opostos. Por convenção, o sentido anti-horário (contrário aos ponteiros de um relógio) é adotado como sentido positivo.


Arcos da circunferência
Se um ponto móvel em uma circunferência partir de A e parar em M, ele descreve um arco AM. O ponto A é a origem do arco e M é a extremidade do arco.
Quando escolhemos um dos sentidos de percurso, o arco é denominado arco orientado e simplesmente pode ser denotado por AB se o sentido de percurso for de A para B e BA quando o sentido de percurso for de B para A.
Quando não consideramos a orientação dos arcos formados por dois pontos A e B sobre uma circunferência, temos dois arcos não orientados sendo A e B as suas extremidades.


Medida de um arco
A medida de um arco de circunferência é feita por comparação com um outro arco da mesma circunferência tomado como a unidade de arco. Se u for um arco de comprimento unitário (igual a 1), a medida do arco AB, é o número de vezes que o arco u cabe no arco AB.
Na figura em anexo, a medida do arco AB é 5 vezes a medida do arco u. Denotando a medida do arco AB por m(AB) e a medida do arco u por m(u), temos m(AB)=5 m(u).
A medida de um arco de circunferência é a mesma em qualquer um dos sentidos. A medida algébrica de um arco AB desta circunferência, é o comprimento deste arco, associado a um sinal positivo se o sentido de A para B for anti-horário, e negativo se o sentido for horário.


O número pi
Para toda circunferência, a razão entre o perímetro e o diâmetro é constante. Esta constante é denotada pela letra grega pi, que é um número irracional, isto é, não pode ser expresso como a divisão de dois números inteiros. Uma aproximação para o número pi é dada por:
pi = 3,1415926535897932384626433832795...
Mais informações sobre o número pi, podem ser obtidas na nossa página Áreas de regiões circulares.


Unidades de medida de arcos
A unidade de medida de arco do Sistema Internacional (SI) é o radiano, mas existem outras medidas utilizadas pelos técnicos que são o grau e o grado. Este último não é muito comum.
Radiano: Medida de um arco que tem o mesmo comprimento que o raio da circunferência na qual estamos medindo o arco. Assim o arco tomado como unidade tem comprimento igual ao comprimento do raio ou 1 radiano, que denotaremos por 1 rad.

Grau: Medida de um arco que corresponde a 1/360 do arco completo da circunferência na qual estamos medindo o arco.
Grado: É a medida de um arco igual a 1/400 do arco completo da circunferência na qual estamos medindo o arco.
Exemplo: Para determinar a medida em radianos de um arco de comprimento igual a 12 cm, em uma circunferência de raio medindo 8 cm, fazemos,
m(AB)=comprimento do arco(AB)

comprimento do raio
=12

8
Portanto m(AB)=1,5 radianos


Arcos de uma volta
Se AB é o arco correspondente à volta completa de uma circunferência, a medida do arco é igual a C=2pir, então:
m(AB)=comprimento do arco(AB)

comprimento do raio
=2pir

r
=2pi
Assim a medida em radianos de um arco de uma volta é 2pi rad, isto é,
2pi rad=360 graus
Podemos estabelecer os resultados seguintes
Desenho
Grau90180270360
Grado100200300400
Radianopi/2pi3pi/22pi
0 graus = 0 grado = 0 radianos


Mudança de unidades
Consideremos um arco AB de medida R em radianos, esta medida corresponde a G graus. A relação entre estas medidas é obtida pela seguinte proporção,
2 pi rad …………… 360 graus
R rad  ……………  G  graus
Assim, temos a igualdade R/2pi=G/360, ou ainda,
R

 pi
=G

180
Exemplos
  1. Para determinar a medida em radianos de um arco de medida 60 graus, fazemos
    R

     pi
    =60

    180
    Assim R=pi/3 ou 60 graus=pi/3 rad
  2. Para determinar a medida em graus de um arco de medida 1 radiano, fazemos:
    1

    pi
    =G

    180
    Asim 1 rad=180/pi graus.
Você pode obter mais informações sobre o grau e o radiano, com notas históricas, ilustrações e curiosidades na nossa página sobre Geometria Plana: Ângulos
  1. Um arco AB de uma circunferência tem comprimento L. Se o raio da circunferência mede 4 cm, qual a medida em radianos do arco AB, se:
    (a) L=6cm   (b) L=16cm   (c) L=22cm  (d) L=30cm
  2. Em uma circunferência de raio R, calcule a medida de um arco em radianos, que tem o triplo do comprimento do raio.
  3. Um atleta percorre 1/3 de uma pista circular, correndo sobre uma única raia. Qual é a medida do arco percorrido em graus? E em radianos?
  4. Em uma pista de atletismo circular com quatro raias, a medida do raio da circunferência até o meio da primeira raia (onde o atleta corre) é 100 metros e a distância entre cada raia é de 2 metros. Se todos os atletas corressem até completar uma volta inteira, quantos metros cada um dos atletas correria?
  5. Qual é a medida (em graus) de três ângulos, sendo que a soma das medidas do primeiro com o segundo é 14 graus, a do segundo com o terceiro é 12 graus e a soma das medidas do primeiro com o terceiro é 8 graus.
  6. Qual é a medida do ângulo que o ponteiro das horas de um relógio descreve em um minuto? Calcule o ângulo em graus e em radianos.

  7. Os dois ponteiros de um relógio se sobrepoem à 0 horas. Em que momento os dois ponteiros coincidem pela primeira vez novamente?
  8. Calcular o menor ângulo formado pelos ponteiros de um relógio que marca 12h e 20minutos.
  9. Em um polígono regular um ângulo externo mede pi/14 rad. Quantos lados tem esse polígono?
  10. Escreva o ângulo a=12°28' em radianos.
  11. Escreva o ângulo a=36°12'58" em radianos.
  12. Dados os ângulos x=0,47623rad e y=0.25412rad, escreva-os em graus, minutos e segundos.
  13. Em uma circunferência de raio r, calcular a medida do arco subtendido pelo ângulo A em cada caso:
    1. A=0°17'48"     r=6,2935cm
    2. A=121°6'18"   r=0,2163cm
  14. Em uma circunferência de centro O e raio r, calcule a medida do ângulo AÔB subtendido pelo arco AB nos seguintes casos.
    1. AB=0,16296 cm   r=12,587cm.
    2. AB=1,3672cm    r=1,2978cm.
  15. Em uma circunferência, dado o comprimento do arco AB e o ângulo AÔB subtendido a este arco, calcule a medida do raio.
    1. AÔB=0°44'30"   AB=0,032592cm
    2. AÔB=60°21'6"   AB=0,4572cm




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    Trigonometria: O círculo trigonométrico


    Círculo Trigonométrico
    Considere uma circunferência de raio unitário com centro na origem de um sistema cartesiano ortogonal e o ponto A=(1,0). O ponto A será tomado como a origem dos arcos orientados nesta circunferência e o sentido positivo considerado será o anti-horário. A região contendo esta circunferência e todos os seus pontos interiores, é denominada círculo trigonométrico
    .
    Nos livros de língua inglesa, a palavra círculo se refere à curva envolvente da região circular enquanto circunferência de círculo é a medida desta curva. No Brasil, a circunferência é a curva que envolve a região circular.
    Os eixos OX e OY decompõem o círculo trigonométrico em quatro quadrantes que são enumerados como segue:
    2o. quadrante
    abscissa: negativa
    ordenada: positiva
    90º<ângulo<180º
    1o. quadrante
    abscissa: positiva
    ordenada: positiva
    0º<ângulo<90º
    3o. quadrante
    abscissa: negativa
    ordenada: negativa
    180º<ângulo<270º
    4o. quadrante
    abscissa: positiva
    ordenada: negativa
    270º<ângulo<360º
    Os quadrantes são usados para localizar pontos e a caracterização de ângulos trigonométricos. Por convenção, os pontos situados sobre os eixos não pertencem a qualquer um dos quadrantes.


    Arcos com mais de uma volta
    Em Trigonometria, algumas vezes precisamos considerar arcos cujas medidas sejam maiores do que 360º. Por exemplo, se um ponto móvel parte de um ponto A sobre uma circunferência no sentido anti-horário e para em um ponto M, ele descreve um arco AM. A medida deste arco (em graus) poderá ser menor ou igual a 360º ou ser maior do que 360º. Se esta medida for menor ou igual a 360º, dizemos que este arco está em sua primeira determinação.
    Acontece que o ponto móvel poderá percorrer a circunferência uma ou mais vezes em um determinado sentido, antes de parar no ponto M, determinando arcos maiores do que 360º ou arcos com mais de uma volta. Existe uma infinidade de arcos mas com medidas diferentes, cuja origem é o ponto A e cuja extremidade é o ponto M.
    Seja o arco AM cuja primeira determinação tenha medida igual a m. Um ponto móvel que parte de A e pare em M, pode ter várias medidas algébricas, dependendo do percurso.
    Se o sentido for o anti-horário, o ponto M da circunferência trigonométrica será extremidade de uma infinidade de arcos positivos de medidas
    m, m+2pi, m+4pi, m+6pi, ...
    Se o sentido for o horário, o ponto M será extremidade de uma infinidade de arcos negativos de medidas algébricas
    m-2pi, m-4pi, m-6pi, ...
    e temos assim uma coleção infinita de arcos com extremidade no ponto M.
    Generalizando este conceito, se m é a medida da primeira determinação positiva do arco AM, podemos representar as medidas destes arcos por:
    µ(AM) = m + 2kpi
    onde k é um número inteiro, isto é, k pertence ao conjunto Z={...,-2,-3,-1,0,1,2,3,...}.

    Família de arcos: Uma família de arcos {AM} é o conjunto de todos os arcos com ponto inicial em A e extremidade em M.
    Exemplo: Se um arco de circunferência tem origem em A e extremidade em M, com a primeira determinação positiva medindo 2pi/3, então os arcos desta família {AM}, medem:
    Determinações positivas (sentido anti-horário)
    k=0µ(AM)=2pi/3
    k=1µ(AM)=2pi/3+2pi=8pi/3
    k=2µ(AM)=2pi/3+4pi=14pi/3
    k=3µ(AM)=2pi/3+6pi=20pi/3
    ......
    k=nµ(AM)=2pi/3+2npi=(2+6n)pi/3

    Determinações negativas (sentido horário)
    k=-1µ(AM)=2pi/3-2pi=-4pi/3
    k=-2µ(AM)=2pi/3-4pi=-6pi/3
    k=-3µ(AM)=2pi/3-6pi=-16pi/3
    k=-4µ(AM)=2pi/3-8pi=-22pi/3
    ......
    k=-nµ(AM)=2pi/3-2npi=(2-6n)pi/3


    Arcos côngruos e Ângulos
    Arcos côngruos: Dois arcos são côngruos se a diferença de suas medidas é um múltiplo de 2pi.
    Exemplo: Arcos de uma mesma família são côngruos.

    Ângulos: As noções de orientação e medida algébrica de arcos podem ser estendidas para ângulos, uma vez que a cada arco AM da circunferência trigonométrica corresponde a um ângulo central determinado pelas semi-retas OA e OM.
    Como no caso dos arcos, podemos considerar dois ângulos orientados um positivo (sentido anti-horário) com medida algébrica a correspondente ao arco AM e outro negativo (sentido horário) com medida b=a-2pi correspondente ao arco AM.
    Existem também ângulos com mais de uma volta e as mesmas noções apresentadas para arcos se aplicam para ângulos.


    Arcos de mesma origem, simétricos em relação ao eixo OX
    Sejam os arcos AM e AM' na circunferência trigonométrica, com A=(1,0) e os pontos M e M' simétricos em relação ao eixo horizontal OX. Se a medida do arco AM é igual a m, então a medida do arco AM' é dada por: µ(AM')=2pi-m.
    Os arcos da família {AM}, aqueles que têm origem em A e extremidades em M, têm medidas iguais a 2kpi+m, onde k é um número inteiro e os arcos da família {AM'} têm medidas iguais a 2kpi-m, onde k é um número inteiro.


    Arcos de mesma origem, simétricos em relação ao eixo OY
    Sejam os arcos AM e AM' na circunferência trigonométrica com A=(1,0) e os pontos M e M' simétricos em relação ao eixo vertical OY. Se a medida do arco AM for igual a m, então a medida do arco AM' será dada pela expressão µ(AM')=pi-m.
    Os arcos da família {AM'}, isto é, aqueles com origem em A e extremidade em M', medem 2kpi+pi-m=(2k+1)pi-m onde k é um número inteiro.


    Arcos com a mesma origem e extremidades simétricas em relação à origem
    Sejam os arcos AM e AM' na circunferência trigonométrica com A=(1,0) e os pontos M e M' simétricos em relação a origem (0,0).
    Se a medida do arco AM é igual a m, então a medida do arco AM' é dada por: µ(AM')=pi+m. Arcos genéricos com origem em A e extremidade em M' medem:
    µ(AM') = 2k pi + pi + m = (2k+1)pi + m



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    Trigonometria: Seno, Cosseno e Tangente


    Seno e cosseno
    Dada uma circunferência trigonométrica contendo o ponto A=(1,0) e um número real x, existe sempre um arco orientado AM sobre esta circunferência, cuja medida algébrica corresponde a x radianos.

    Seno: No plano cartesiano, consideremos uma circunferência trigonométrica, de centro em (0,0) e raio unitário. Seja M=(x',y') um ponto desta circunferência, localizado no primeiro quadrante, este ponto determina um arco AM que corresponde ao ângulo central a. A projeção ortogonal do ponto M sobre o eixo OX determina um ponto C=(x',0) e a projeção ortogonal do ponto M sobre o eixo OY determina outro ponto B=(0,y').
    A medida do segmento OB coincide com a ordenada y' do ponto M e é definida como o seno do arco AM que corresponde ao ângulo a, denotado por sen(AM) ou sen(a).
    Como temos várias determinações para o mesmo ângulo, escreveremos
    sen(AM)=sen(a)=sen(a+2kpi)=y'

    Para simplificar os enunciados e definições seguintes, escreveremos sen(x) para denotar o seno do arco de medida x radianos.

    Cosseno: O cosseno do arco AM correspondente ao ângulo a, denotado por cos(AM) ou cos(a), é a medida do segmento 0C, que coincide com a abscissa x' do ponto M.
    Como antes, existem várias determinações para este ângulo, razão pela qual, escrevemos
    cos(AM) = cos(a) = cos(a+2kpi) = x'


    Tangente
    Seja a reta t tangente à circunferência trigonométrica no ponto A=(1,0). Tal reta é perpendicular ao eixo OX. A reta que passa pelo ponto M e pelo centro da circunferência intersecta a reta tangente t no ponto T=(1,t'). A ordenada deste ponto T, é definida como a tangente do arco AM correspondente ao ângulo a.
    Assim a tangente do ângulo a é dada pelas suas várias determinações:
    tan(AM) = tan(a) = tan(a+kpi) = µ(AT) = t'
    Podemos escrever M=(cos(a),sen(a)) e T=(1,tan(a)), para cada ângulo a do primeiro quadrante. O seno, o cosseno e a tangente de ângulos do primeiro quadrante são todos positivos.
    Um caso particular importante é quando o ponto M está sobre o eixo horizontal OX. Neste caso:
    cos(0)=1,    sen(0)=0    e    tan(0)=0
    Ampliaremos estas noções para ângulos nos outros quadrantes


    Ângulos no segundo quadrante
    Se na circunferência trigonométrica, tomamos o ponto M no segundo quadrante, então o ângulo a entre o eixo OX e o segmento OM pertence ao intervalo pi/2<a<pi. Do mesmo modo que no primeiro quadrante, o cosseno está relacionado com a abscissa do ponto M e o seno com a ordenada deste ponto. Como o ponto M=(x,y) possui abscissa negativa e ordenada positiva, o sinal do seno do ângulo a no segundo quadrante é positivo, o cosseno do ângulo a é negativo e a tangente do ângulo a é negativa.
    Outro caso particular importante é quando o ponto M está sobre o eixo vertical OY e neste caso:
    cos(pi/2)=0    e    sen(pi/2)=1
    A tangente não está definida, pois a reta OM não intercepta a reta t, pois elas são paralelas.


    Ângulos no terceiro quadrante
    O ponto M=(x,y) está localizado no terceiro quadrante, o que significa que o ângulo pertence ao intervalo: pi<a<3pi/2. Este ponto M=(x,y) é simétrico ao ponto M'=(-x,-y) do primeiro quadrante, em relação à origem do sistema, indicando que tanto a sua abscissa como a sua ordenada são negativos. O seno e o cosseno de um ângulo no terceiro quadrante são negativos e a tangente é positiva.
    Em particular, se a=pi radianos, temos que
    cos(pi)=-1,    sen(pi)=0    e    tan(pi)=0


    Ângulos no quarto quadrante
    O ponto M está no quarto quadrante, 3pi/2<a< 2pi. O seno de ângulos no quarto quadrante é negativo, o cosseno é positivo e a tangente é negativa.
    Quando o ângulo mede 3pi/2, a tangente não está definida pois a reta OP não intercepta a reta t, estas são paralelas. Quando a=3pi/2, temos:
    cos(3pi/2)=0,   sin(3pi/2)=-1


    Simetria em relação ao eixo OX
    Em uma circunferência trigonométrica, se M é um ponto no primeiro quadrante e M' o simétrico de M em relação ao eixo OX, estes pontos M e M' possuem a mesma abscissa e as ordenadas possuem sinais opostos.
    Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao arco AM', obtemos:
    sen(a) = -sen(b)
    cos(a) = cos(b)
    tan(a) = -tan(b)


    Simetria em relação ao eixo OY
    Seja M um ponto da circunferência trigonométrica localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico a M em relação ao eixo OY, estes pontos M e M' possuem a mesma ordenada e as abscissa são simétricas.
    Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao arco AM'. Desse modo:
    sen(a) = sen(b)
    cos(a) = -cos(b)
    tan(a) = -tan(b)


    Simetria em relação à origem
    Seja M um ponto da circunferência trigonométrica localizado no primeiro quadrante, e seja M' simétrico de M em relação a origem, estes pontos M e M' possuem ordenadas e abscissas simétricas.
    Sejam A=(1,0) um ponto da circunferência, a o ângulo correspondente ao arco AM e b o ângulo correspondente ao arco AM'. Desse modo:
    sen(a) = -sen(b)
    cos(a) = -cos(b)
    tan(a) = tan(b)


    Senos e cossenos de alguns ângulos notáveis
    Uma maneira de obter o valor do seno e cosseno de alguns ângulos que aparecem com muita frequência em exercícios e aplicações, sem necessidade de memorização, é através de simples observação no círculo trigonométrico.


    Primeira relação fundamental
    Uma identidade fundamental na trigonometria, que realiza um papel muito importante em todas as áreas da Matemática e também das aplicações é:
    sin²(a) + cos²(a) = 1
    que é verdadeira para todo ângulo a.
    Necessitaremos do conceito de distância entre dois pontos no plano cartesiano, que nada mais é do que a relação de Pitágoras. Sejam dois pontos, A=(x',y') e B=(x",y").
    Definimos a distância entre A e B, denotando-a por d(A,B), como:

    Se M é um ponto da circunferência trigonométrica, cujas coordenadas são indicadas por (cos(a),sen(a)) e a distância deste ponto até a origem (0,0) é igual a 1. Utilizando a fórmula da distância, aplicada a estes pontos, d(M,0)=[(cos(a)-0)²+(sen(a)-0)²]1/2, de onde segue que 1=cos²(a)+sin²(a).


    Segunda relação fundamental
    Outra relação fundamental na trigonometria, muitas vezes tomada como a definição da função tangente, é dada por:
    tan(a) =sen(a)

    cos(a)
    Deve ficar claro, que este quociente somente fará sentido quando o denominador não se anular.
    Se a=0, a=pi ou a=2pi, temos que sen(a)=0, implicando que tan(a)=0, mas se a=pi/2 ou a=3pi/2, segue que cos(a)=0 e a divisão acima não tem sentido, assim a relação tan(a)=sen(a)/cos(a) não é verdadeira para estes últimos valores de a.
    Para a0, api, a2pi, api/2 e a3pi/2, considere novamente a circunferência trigonométrica na figura seguinte.
    Os triângulos OMN e OTA são semelhantes, logo:
    AT

    MN
    =OA

    ON
    Como AT=|tan(a)|, MN=|sen(a)|, OA=1 e ON=|cos(a)|, para todo ângulo a, 0<a<2pi com api/2 e a3pi/2 temos
    tan(a) =sen(a)

    cos(a)


    Forma polar dos números complexos
    Um número complexo não nulo z=x+yi, pode ser representado pela sua forma polar:
    z = r [cos(c) + i sen(c)]
    onde r=|z|=R[x²+y²], i²=-1 e c é o argumento (ângulo formado entre o segmento Oz e o eixo OX) do número complexo z.
    A multiplicação de dois números complexos na forma polar:
    A = |A| [cos(a)+isen(a)]
    B = |B| [cos(b)+isen(b)]
    é dada pela Fórmula de De Moivre:
    AB = |A||B| [cos(a+b)+isen(a+b)]
    Isto é, para multiplicar dois números complexos em suas formas trigonométricas, devemos multiplicar os seus módulos e somar os seus argumentos.
    Se os números complexos A e B são unitários então |A|=1 e |B|=1, e nesse caso
    A = cos(a) + i sen(a)
    B = cos(b) + i sen(b)
    Multiplicando A e B, obtemos
    AB = cos(a+b) + i sen(a+b)
    Existe uma importantíssima relação matemática, atribuída a Euler (lê-se "óiler"), garantindo que para todo número complexo z e também para todo número real z:
    eiz = cos(z) + i sen(z)
    Tal relação, normalmente é demonstrada em um curso de Cálculo Diferencial, e, ela permite uma outra forma para representar números complexos unitários A e B, como:
    A = eia = cos(a) + i sen(a)
    B = eib = cos(b) + i sen(b)
    onde a é o argumento de A e b é o argumento de B. Assim,
    ei(a+b) = cos(a+b)+isen(a+b)
    Por outro lado
    ei(a+b) = eia . eib = [cos(a)+isen(a)] [cos(b)+isen(b)]
    e desse modo
    ei(a+b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b)
                + i [cos(a)sen(b) + cos(b)sen(a)]
    Para que dois números complexos sejam iguais, suas partes reais e imaginárias devem ser iguais, logo
    cos(a+b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b)
    sen(a+b) = cos(a)sen(b) + cos(b)sen(a)
    Para a diferença de arcos, substituímos b por -b nas fórmulas da soma
    cos(a+(-b)) = cos(a)cos(-b) - sen(a)sen(-b)
    sen(a+(-b)) = cos(a)sen(-b) + cos(-b)sen(a)
    para obter
    cos(a-b) = cos(a)cos(b) + sen(a)sen(b)
    sen(a-b) = cos(b)sen(a) - cos(a)sen(b)


    Seno, cosseno e tangente da soma e da diferença
    Na circunferência trigonométrica, sejam os ângulos a e b com 0£a£2pi e 0£b£2pi, a>b, então;
    sen(a+b) = sen(a)cos(b) + cos(a)sen(b)
    cos(a+b) = cos(a)cos(b) - sen(a)sen(b)
    Dividindo a expressão de cima pela de baixo, obtemos:
    tan(a+b)=sen(a)cos(b)+cos(a)sen(b)

    cos(a)cos(b)-sen(a)sen(b)
    Dividindo todos os quatro termos da fração por cos(a)cos(b), segue a fórmula:
    tan(a+b)=tan(a)+tan(b)

    1-tan(a)tan(b)
    Como
    sen(a-b) = sen(a)cos(b) - cos(a)sen(b)

    1. Calcule a primeira determinação positiva do conjunto de arcos de mesma extremidade que o arco A de medida: A= 810 graus.
    2. Calcule a primeira determinação positiva do conjunto de arcos de mesma extremidade que o arco A de medida A=-2000 graus.
    3. Calcule a primeira determinação positiva do conjunto de arcos de mesma extremidade que o arco de medida 38pi/3.
    4. Calcule a primeira determinação positiva do conjunto de arcos de mesma extremidade que o arco de medida:
      (a) A=1620°  (b) A=-37pi/3  (c)A=-600°  (d) A=125pi/11
    5. Unindo as extremidades dos arcos da forma (3n+2)pi/6, para n=0,1,2,..., obtém-se qual dos polígonos regulares?
      (a) Quadrado   (b) Hexágono   (c) Octógono
    6. Verifique se os arcos de medidas 7pi/3 e 19pi/3 são arcos côngruos?
    7. Marcar no círculo trigonométrico as extremidades dos arcos de medidas x=2kpi/3, onde k é um número inteiro.
    8. Marcar no círculo trigonométrico as extremidades dos arcos de medidas x=pi/4+2kpi/3, onde k é um número inteiro.
    cos(a-b) = cos(a)cos(b) + sen(a)sen(b)
    podemos dividir a expressão de cima pela de baixo, para obter:
    tan(a-b)=tan(a)-tan(b)

    1+tan(a)tan(b)


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    Trigonometria: Resolução de triângulos


    Resolução de triângulos
    Os elementos fundamentais de um triângulo são os seus lados, os seus ângulos e a sua área, resolver um triângulo, segnifica conhecer as medidas destes elementos. Conhecendo-se três entre estes elementos podemos usar as relações métricas ou as relações trigonométricas dependendo do caso, para calcular os outros elementos. Estas relações estão expostas na sequência.


    Lei dos Senos
    Seja um triângulo qualquer, como o que aparece na figura ao lado, com lados a, b e c, que são os lados opostos aos ângulos A, B e C, respectivamente. O quociente entre a medida de cada lado e o seno do ângulo oposto a este lado é uma constante igual a 2R, em que R é o raio da circunferência circunscrita ao triângulo, isto é:
    a

    sen(A)
    =b

    sen(B)
    =c

    sen(C)
    =2R

    Demonstração: Para simplificar as notações iremos denotar o ângulo correspondente a cada vértice pelo nome do vértice, por exemplo para o triângulo de vértices ABC os ângulos serão A, B e C respectivamente, assim quando escrevermos sen(A) estaremos nos referindo ao seno do ângulo correspondente ao vértice A.
    Seja ABC um triângulo qualquer, inscrito numa circunferência de raio R. Tomando como base do triângulo o lado BC, construimos um novo triângulo BCA', de tal modo que o segmento BA' seja um diâmetro da circunferência. Este novo triângulo é retângulo em C.
    Temos três casos a considerar, dependendo se o triângulo ABC é acutângulo, obtusângulo ou retângulo.

    1. Triângulo acutângulo: Os ângulos correspondentes aos vértices A e A' são congruentes, pois são ângulos inscritos à circunferência que correspondem a um mesmo arco BC. Então:
      sen(A')=sen(A)=a

      2R
      isto é,
      a

      sen(A)
      =2R
      Repetindo o mesmo processo para as bases AC e AB, encontraremos os outros quocientes
      b

      sen(B)
      =c

      sen(C)
      =2R

    2. Triângulo obtusângulo: Se A e A' são os ângulos que correspondem aos vértices A e A', a relação entre eles é dada por A'=pi-A, pois são ângulos inscritos à circunferência correspondentes a arcos replementares BAC e BA'C. Então
      sen(pi-A)=a

      2R
      =sen(pi-A)
      isto é,
      a

      sen(A)
      =2R
      Repetindo o mesmo processo para as bases AC e AB, encontraremos os outros quocientes
      b

      sen(B)
      =c

      sen(C)
      =2R

    3. Triângulo retângulo: Como o triângulo ABC é um triângulo retângulo, é imediato que
      sen(B)=b

      a
      sen(C)=c

      a
       e sen(A)=sen(pi/2)=1
      Como, neste caso a=2R, temos,
      a

      sen(A)
      =b

      sen(B)
      =c

      sen(C)


    Lei dos Cossenos
    Em um triângulo qualquer, o quadrado da medida de um lado é igual a diferença entre a soma dos quadrados das medidas dos outros dois lados e o dobro do produto das medidas desses lados pelo cosseno do ângulo formado por estes lados.
    a² = b² + c² - 2bc cos(A)
    b² = a² + c² - 2ac cos(B)
    c² = a² + b² - 2ab cos(C)


    Demonstração: Temos três casos a considerar, dependendo se o triângulo ABC é acutângulo, obtusângulo ou retângulo.

    1. Triângulo retângulo: Se o triângulo ABC é retângulo, com ângulo reto no vértice A. A relação
      a² = b² + c² - 2bc cos(A)
      recai no teorema de Pitágoras.
      a² = b² + c²
      uma vez que cos(A)=cos(pi/2)=0.

    2. Triângulo acutângulo: Seja o triângulo ABC um triângulo acutângulo com ângulo agudo correspondente ao vértice A, como mostra a figura.
      Seja o segmento de reta HC perpendicular ao lado AB (altura do triângulo relativa ao lado AB), passando pelo vértice C. Aplicando o Torema de Pitágoras no triângulo CHB, temos:
      a² = h²+(c-x)² = h²+(c²-2cx+x²) =
      =(h²+x²)+c²-2cx   (Eq.1)
      No triângulo AHC, temos que b²=h²+x² e também cos(A)=x/b, ou seja, x = b cos(A)
      Substituindo estes resultados na equação (Eq. 1), obtemos:
      a²=b² + c² - 2bc cosA

    3. Triângulo obtusângulo: Seja o triângulo obtusângulo ABC com o ângulo obtuso correspondente ao vértice A, como mostra a figura.
      Seja o segmento de reta HC perpendicular ao lado AB (altura do triângulo relativa ao lado AB), passando pelo vértice C. Aplicando o Torema de Pitágoras no triângulo CHB, temos que:
      a² = h²+(c+x)² = h²+(c²+2cx+x²) =
      =(h²+x²)+c²+2cx  (Eq.2)
      No triângulo AHC, temos que b²=h²+x² e também:
      cos(D)=x/b=cos(pi-A)=-cos(A), então, x = -b cos(A)
      Substituindo estes resultados na equação (Eq.2), obtemos:
      a² = b² + c² - 2bc cos(A)

      As expressões da lei dos cossenos podem ser escritas na forma

      Matemática Essencial:  Alegria  Financeira  Fundamental  Médio  Geometria  Trigonometria  Superior  Cálculos

      Trigonometria: Exercícicios sobre resolução de triângulos

      Nos exercícios seguintes, dado um triângulo qualquer ABC, denotaremos, por a, b e c, os lados opostos aos vértices A, B e C, respectivamente. Os ângulos receberão o mesmo nome que seus respectivos vértices.

    4. Seja o triângulo ABC, mostrado na figura, onde a=20, b=10 e B=30. Calcular o raio do círculo circunscrito e o ângulo C.
    5. Dois pontos A e B estão em margens opostas de um rio e C é um ponto na mesma margem que A localizado a 275m de distância de A. Os ângulos conhecidos são, CAB=125º50' e ACB=48º50'. Qual é a distância entre A e B?
    6. Um navio navega para Leste quando uma luz é observada no rumo N 62º10'L. Depois que o navio percorre 2250m, a luz está no rumo N48º25'L. Se o curso do navio for mantido qual será a maior aproximação que o navio terá da luz?
    7. Resolver o triângulo ABC dados c=0,5, b=0,8 e C=70º.
    8. Dados a=7,6; b=4,8 e c=7,1, determinar a medida do ângulo B:
    9. Três circunferências com raios medindo 115cm, 150cm e 225cm, são traçadas de forma que cada uma delas é tangente exterior às outras duas, como na figura ao lado. Calcular as medidas dos ângulos internos do triângulo formado pelos centros dessas circunferências.
    10. Com base nas circunferências do exercício anterior, calcule a área do triângulo determinado por seus centros.
    Os lados adjacentes de um paralelogramo medem 1388m e 2526m e o ângulo formado entre estes lados mede 54,42º. Determinar o comprimento da maior diagonal desse quadrilátero.
    1. cos(A)=b²+c²-a²

      2bc
      ,cos(B)=a²+c²-b²

      2ac
      ,cos(C)=a²+b²-c²

      2ab


    Área de um triângulo em função dos lados
    Existe uma fórmula que permite calcular a área de um triângulo conhecendo-se as medidas de seus lados. Se a, b e c são as medidas dos lados do triângulo, p a metade do perímetro do triângulo, isto é: 2p=a+b+c, então,
    S = R[p(p-a)(p-b)(p-c)]
    onde R[z] é a nossa notação para a raiz quadrada de z>0.
    A demonstração está em nosso link Fórmula de Heron.